sexta-feira, 25 de junho de 2010

Alejandro



Em uma noite agitada e nem um pouco sóbria me perdi em meio à multidão. Musica envolvente, olhar penetrante, são as ultimas coisas de que me lembro. Acordo na certeza de uma noite bem dormida e de sonhos enquanto acordada, sinto-me espaçosa, pois parece que minha cama não mais me acomoda. Viro, e capto uma imagem dilatada ao meu lado, algo que se assemelhe a uma pessoa talvez, não sei dizer. Viro-me por completo e deparo-me com um belo homem branco, cabelos castanhos, aparentando ter uns 1m80cm de altura, com o perfume que contamina minhas narinas e se prolifera por toda minha casa, ele acorda, sorrindo para mim e abrindo aqueles belos olhos verde-azulados.
-que passa? – disse ele tranqüilo e observando minha expressão assustada.
Quando ouvi aquela voz recordei-me do que havia acontecido na noite passada, meu primeiro grande porre.


To be continued...
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São umas oito da noite de uma sexta feira, quando o telefone toca, é mariana, e como sempre, trazendo propostas tentadoras. Fala de uma pseudofesta da qual não me importo aonde nem de quem é, mas sua empolgação chama-me para a mesma.
-Pois bem, convenceste-me. – disse eu, animada.
No carro, sinto uma náusea que mais parece-me angustia. Encontro-me tensa, nervosa, inquieta.
-Chegamos enfim. – diz mariana. E ao fazê-lo, solta um breve suspiro acompanhado de um singelo sorriso, como se estivesse conquistando algo. Então percebo que não será mais apenas uma festa, ora, porque ela estaria tão agitada? Temos 19, o que mais ainda não conhecemos? A duvida me coroe até eu me dar conta de que estamos prestes a entrar.
O lugar é badalado, tão cheio que mal podemos andar. Na primeira oportunidade que tivermos iremos sentar, e sondar o lugar como toda mulher faria. Avisto um sofá, comemoro, e logo puxo mariana para perto de mim. Conseguimos, estamos sentadas e finalmente tranqüilas. Parece que o mundo inteiro parou a nossa volta, o som, as pessoas, as vibrações, e junto com eles, o que podemos chamar de momento. Quando de repente, quebrando o silencio da musica que parara, quebrando o vazio que a imobilidade das pessoas deixara, chegam eles.
Dois homens fortes, bonitos e carismáticos, mas isso não é tudo, elegantes, simpáticos e com estilo de sobra, bem vestidos cheirosos e mais, vindo em nossa direção. Parece um sonho, começamos a conversar e sinto-me mais a vontade do que com muita gente que tenho alguma intimidade.
Até tocar aquela musica que incendeia minha alma, e põe-me a dançar. Sem eu sequer comentar nada, com entusiasmo eles nos puxam até o bar. Começo a beber, dançar e rir, até que quando percebo, não estou mais em mim. Não sei nem onde estou, porém só sei que estou com ele, e então, nada mais importa, estou encantada, envolvida, fora de mim.
Ao dar quatro da manha de sábado, estamos saindo de lá, daqui, ou de onde quer que estejamos. Pegamos o carro e estamos a caminho da lapa, no carro, sinto-me em casa, aconchegada por um forte braço e acalmada por um suave toque. Distraída pela conversa agradável, mal percebo que estamos a duas ruas do local desejado.
Quando finalmente chegamos, encontramos uns conhecidos, nos sentamos e começamos a pedir bebida e mais bebida, um trago após o outro, entre uma loucura e outra me ponho a pensar no quão ousada estou sendo esta noite, o que me alivia é saber que estou mudando de idéia, mas nunca de princípios. Horas e mais horas gastas e enfim... A conta.
Mas minha aventura ainda não acabou. Quase seis da manha, vamos para o posto 12, no Leblon, ver o nascer do sol. Com uma garrafa de champagne francês e algumas caixas de bombom Ferrero Rocher. Agora são pouco mais de sete da manha, e estou na esquina de casa, “como o tempo passa rápido” - penso eu. Sorte a minha que tenho meu próprio apartamento, minha própria liberdade, e agora, meu próprio dia um pouco turbulento, aquele que servirá como historia para meus filhos, netos e bisnetos, aquele que tornará da minha vida futuramente prazerosa e recompensada.
Tomo um banho gelado, acompanhada de uma companhia bem quente. Ponho uma de suas camisas largas, direciono-me a cama.
{...} Pois bem caro leitor, agora você deve estar se perguntando “e depois?”, bom... Depois Acordo na certeza de uma noite bem dormida e de sonhos enquanto acordada, sinto-me espaçosa, pois parece que minha cama não mais me acomoda. Viro, e capto uma imagem dilatada ao meu lado, algo que se assemelhe a uma pessoa talvez, não sei dizer. Viro-me por completo e deparo-me com um belo homem branco, cabelos castanhos, aparentando ter uns 1m80cm de altura, com o perfume que contamina minhas narinas e se prolifera por toda minha casa, ele acorda, sorrindo para mim e abrindo aqueles belos olhos verde-azulados.
-que passa? – disse ele tranqüilo e observando minha expressão assustada.
Quando ouvi aquela voz recordei-me do que havia acontecido na noite passada, meu primeiro grande porre.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Laissez faire, laissez aller, laissez passer



Amar-te nunca foi fácil,
E cá estamos nós, de novo.
Sofrendo, amando, chorando.
Dizendo, fazendo, esquecendo.
Acalmando, pensando, perdoando.

Deixai fazer, deixai ir, deixai passar.
Deixai fazer, deixai ir, deixai passar.

Não me faças mais chorar, por quem não merece uma lágrima.
Faças valer a pena, faças teu perdão.
Não me deixes, não faças de mim sua ultima escolha.
Não fiques mais na encolha, abra para mim seu coração.

Deixai fazer, deixai ir, deixai passar.
Deixai fazer, deixai ir, deixai passar.

Creio que a dor é apenas a certeza da desilusão,
E o vazio se resume a você,
E meu tempo perdido pensando no improvável,
Torna-se digno, quando ouço dizer-te que o impossível é só questão de opinião.

Laissez faire, laissez aller, laissez passer.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Better Like This



Nunca fomos pessoas de poucas palavras, nunca fomos tão felizes, nunca fomos um casal, nunca fomos... Mas agora estamos indo, para longe, talvez chegando ao inalcançável, improvável, e tornando do impossível... Só questão de opinião. Espero que tudo se resolva, espero que você no fim das contas, perceba que poderei tirar-lhe desta escuridão, espero que possa amar-me assim como eu te amo. Espero...para depois não esperar mais.

sábado, 19 de junho de 2010

A de amor



Com A posso lhe chamar de amor, anjo, amigo, e até mesmo de alegria, mas com A, também se escreve a pior de todas as despedidas, com A, se escreve adeus. Mas confesso que não estou pronta para fazê-lo, tampouco esquecer-te tão facilmente, mas o que digo é que preferiria jamais ver-me em seus braços do que perder-te, ou largar-te, por apenas mais uma de nossas inseguranças. Então, meu amor, não entende que não quero lhe dizer adeus? Porém, suponhamos que você insista para que eu o faça, e eu esteja prestando atenção cuidadosamente em seu pedido. Não duvides nunca de meu amor, mas não me proíba nunca de duvidar do seu, faça melhor, prove-me do que é capaz, prove-me o que sente, prove-me que é sincero, prove-me... E deixe-me te provar. O vazio que preenche meu coração e embrulha meu estomago não me deixa pensar em outra coisa sem ser você, pondo-me a pensar se você também pensa em mim. Precisamos tomar uma decisão, chegar a um acordo, que favoreça simultaneamente nos dois, um consenso, que nos seja base do verdadeiro amor ou apenas da singela sinceridade. Digo-te mais, não tenhas medo de dizer-me que se arrependera do que fora me dito antes por sua boca, que mais parece-me um veneno, nem por seus olhos, que ao mesmo tempo que me servem de abrigo, tiram-me o chão. Amo-te desesperadamente, todavia desde jeito não podemos mais continuar, estamos procrastinando um ao outro, você confuso, com medo, ou apenas se divertindo, enquanto eu, inocente, apaixonada, supostamente enganada, envolvida, sinto-me envergonhada e autoritária ao tentar esclarecer o que esta acontecendo a cada vez que me bate uma tristeza. A verdade é que eu sempre te amei, mas lutava com esse sentimento. E sempre achei que era recíproco, mas tinha medo de tomar a iniciativa errada e acabar com o contato que tínhamos. Não te quero longe de mim, longe disso... E você, com medo de não estar sendo correspondido, ou por estar se arrependendo do que alegou há um mês e meio atrás, foge de mim, faz jogos para testar-me e testar o meu amor. Não se preocupe. Pois digo-te que te quero a todo instante, a cada minuto, sempre que te vejo, antes de dormir e ao amanhecer.E digo mais, ninguém te amará como eu, portanto não tenha medo de se entregar, meu medo se fora partido em meio a meu outro medo maior ainda, o de viver sem você. Só espero que tudo se resolva no final, e espero também que este se aproxime, pois já não agüento mais esperar e duvidar, do futuro que o nosso amor nos reservará. Dedico isso tudo a você, só peço que pare de me magoar e de se confundir, dificultar e machucar, para logo vivermos o que é nosso, que está guardado desde o começo, pois destino não se muda, nem se escolhe, e hoje tudo que posso dizer é que fui destinada a você.

Eu te amo mais do que voce merece e pensa.

domingo, 13 de junho de 2010

Só cecília entende



Ando perdendo muito tempo com tarefas inacabadas, mas só cecília entende.
E a angustia que dilacera meu coração ainda nao se fora, mas só cecília entende.
Quisera eu poder entender seus atos, mas só cecília entende.
E a coragem que se desvia de meu caminho não abre uma trégua, mas só cecília entende.
Persistindo nos mesmos erros, nos mesmos medos, mas só cecília entende.
Deixada de lado, amargurada, mas só cecília entende.
Porém meus sentimentos são os mais puros, e ele pra sempre será meu amado, mas só cecília entende.
Tornando-me de sua vida, um pouco do muito de um prazer ao seu dispor, mas só cecília entende.
À você cecília, que sua vida seja menos confusa que a minha.Mas só cecília entende.

"minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará..." - Por Cecília Meireles