
Já perceberam que nós mulheres nunca estamos satisfeitas com nada? Sempre buscando algo para nos entreter, surpreender, abrigar. Neste caso, a palavra certa não seria algo, mas sim alguém. Vivemos idealizando um conto de fadas de nossas infâncias, a paixão, o amor, o acaso, a chance, o início, e o final feliz, ou melhor, a felicidade contínua.
Porém, convenhamos que nada seja bom o suficiente para nos agradar por completo. Destinadas a morrer por amores não correspondidos ou a morrer de amores bons vividos, sonhando com seu amado dia e noite, dormindo acordada e ansiosa para a hora de seu encontro. O grande paradoxo é que quando o temos, apenas seu convívio não nos basta, parece que precisamos de algo a mais, talvez algumas brigas, mal entendidos e provocações, que nos façam perceber seu valor. Permanecemos constantemente em uma montanha russa de emoções, uma hora felizes, outra apreensivas quando a dor da saudade nos bate a porta do peito, outrora envergonhadas, chateadas, para mais tarde, vermos aquilo como uma rotina que mais nos parece obrigação. Ao mesmo tempo em que Deus cria o orgulho e seletividade da mulher, fazendo-a viver em uma montanha russa de sentimentos, ele astutamente faz do homem capaz de controlá-la. Então, parece que tudo se resolve no final, ou melhor, na felicidade contínua, pois quando estamos a ponto de enjoar, o acaso nos prega uma peça e vem a favorecê-los, fazendo com que eles sejam mais sutis, mais indelicados, mais corajosos, mais independentes, ou seja, mais homens. Para que então, voltemos a amá-los e desejá-los mais do que antes e menos que depois.
Portanto abramos nossos olhos para aquilo que antes não pudemos ver, que estava ao nosso lado e por isso não o vimos antes, pela nossa alienação de olharmos apenas para frente, deixando de ver o que acontece ao nosso redor, percebamos que o amor verdadeiro, é aquele que vive em uma montanha russa de emoções, pois quando o amor torna-se algo estavel, o chamamos apenas de amizade.









