
Parecia que para onde olhava, era sempre o caminho errado, sempre o mais difícil, e sempre o mais desejado. Talvez fosse mais fácil, se minha alma fosse mais segura, meus pensamentos mais organizados, e se eu fosse até mais madura do que me julgo e aparentava ser. Mesmo ainda tendo muito que viver, já sei para onde e com quem ir. Ao mesmo tempo de meus pensamentos estarem um pouco confusos, minha certeza cada vez mais se afirma,deixando claro o que sempre desejei, sempre omiti, sempre pensei que não passaria de um sonho, uma fantasia minha, um desabafo.
Sentia-me estrela de cinema, uma nome do rock, ou até mesmo uma pintura de Da Vinci, isso mesmo, sentia-me Madonna, madona das rochas. Atraia sempre o que não almejava, procrastinando cada vez mais minha situação. Sabia que muita coisa haveria de vir, mas essa certeza sempre se escondia dentro de meus sonhos, idealizações, e desejos de viver o tempo que se foi perdido. De que adiantara brilhar, se meu amor não me notava? Brilhar mais para quem se não fosse para ele? Nada mais importava só ser notada por aquele que admirava. Então eu brilhava... Como a própria Madonna, cheia de auto-estima, amor próprio, esperança, mas brilhava para ninguém, pois mesmo assim ele não me notava e eu, continuava sendo a Madonna, madona das rochas. Isso mesmo, rochas. Obsoletas, rudes, cinzas, não valiosas, e não desejáveis.
Mas os tempos mudaram, o jogo virou... E estamos à espera de um novo final, pro começo que se foi reescrito.
“Os ventos que as vezes tiram
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre...” Bob Marley
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