
Ah,paris...minha doce paris,quem diria eu um dia pensar em ir,quanto mais fazê-lo.Pois bem,foi em paris que conheci,aquelas belas ruas,que de tão belas me encantavam,aquela cafeteria,aquele parisiense,aqueles doces,todavia não tão doces quanto o meu amor,meu amor parisiense,aquela incomparável torre,que abrigava mil histórias e esbanjava classe,beleza e aconchego,torre esta,que lá de cima era capaz de ver o meu amor,e como era belo.Quem dera eu poder voltar àquele momento,só para sentir tudo que senti,ver tudo que vi,e viver tudo que vivi.Fiquei encantada,admito.Um belo parisiense me para em uma cafeteria e me pergunta as horas,enquanto eu,ainda atordoada com seu dizer e sua aparência,o observava,inerte.Sem nem saber falar francês,nem mesmo tentar,me veio uma voz,que vinha de meu coração,que mal cabia em meu peito de tão grande e inquieto que estava,essa voz me disse o que dizer,como agir,mas não me disse para parar de sentir,o que ali o parisiense havia despertado em mim.Foram dias realmente ótimos,conheci toda a paris,mais do que esperava e menos do que almejava,cada vez o desejava mais,e sentia que menos o tinha.Até que percebi,que o que sentia era amor,e percebi com o tempo que era recíproco.Já não era mais uma menina buscando alguém que me desejasse e fosse desejável,havia me tornado uma mulher,que buscava alguém que me compreendesse,me mostrasse do que o amor é capaz,quebrasse as barreiras de tempo,idade,região...e foi o que no Parisiense achei.E os dias foram se passando,e a nostalgia nos abrangendo,e cada vez mais,a certeza de um adeus implícita em meu olhar.Sabíamos que isso ia acontecer,e então,na véspera,fomos àquela mesma cafeteria, depois ele me levou até aquela tentadora torre,não mais tentadora do que o silencio de seu olhar,e lá,vimos fotos,relembramos tempos,e fizemos promessas de amor.Passamos aquela noite juntos,assim como a maioria das outras,na esperança de fugirmos do sofrimento de um adeus.Até que chegou o tão e não desejado dia,no qual,dele tive que me separar,com um aperto no peito,mágoas e mais mágoas,antes d’eu entrar no táxi,ele me puxou e disse : “Ne me quitte pás,moi je t'offrirai,des perles et dês,pluie...Venues de pays,où il ne pleut pás,je creuserai la terre,jusqu'après ma mort,pour couvrir ton corps,d'or et de lumière,je ferai un domaine,où notre amour sera roi,où tu seras reine.” E naquele momento,larguei tudo,e o abraçei,abreçei tao forte que pude sentir seus ossos se contraindo e seu coração batendo acelerado,e com um unico beijo e lembranças de um passdo bom,nos separamos,finalmente.Vieram tempos horríveis depois desta viagem,a saudade batia mais forte do que meu coração,não tão esperançoso de achar outro alguém igual a Pierre.Passaram-se 12 anos,e foi quando eu decidi:"vou voltar para o meu amor".Estava insegura,pois nao sabia se ele tambem sintira o mesmo por esses anos todos.Enfim,lá estava eu,de repente,não mais que de repente,na bela paris,sentada em um banco da Place des Vosges,avistando o meu amor,parecia realizado,bem sucedido com suas fotografias,e conquistador como sempre,porem,há um referencial a mais,um objeto estranho,redondo e dourado,posto em seu dedo,que rompeu meu coração.Casado?ele me jurou amor eterno! -pensava eu,inconformada.-
Até que enxuguei as lágrimas,ergui a cabeça e fui falar com ele,pasmo de espanto e um suave sorriso de alegria,me beijou,um beijo desesperado,que por mais perfeito que havia sido,não chegou nem perto de recompensar o tempo que nos afastamos.Mas isso não vinha muito ao caso,o que eu o perguntava era “cadê a outra?” e ele dizia “outra?que outra?”,a jóia que envolve seu dedo e pelo visto,seu coração– disse eu,confusa.- Percebi seu olhar de tranqüilidade e pensei “como pude ser tão idiota?ele não me amava,nem perto me esperaria” e ele respondeu à minha pergunta dizendo: “a única jóia que envolveu meu coração foi voce, e esta que envolve meu dedo é apenas uma forma de representar como esteve e está meu coração há 12 anos e meio,esse anel não é nada,comparado a alegria que podemos proporcionar um ao outro depois de uma única resposta” eu,fingindo-me de difícil disse: “que resposta?Duvida de minhas afirmações?”e ele perguntou,sorridente: “casa-se comigo?” foi aí,neste momento,que meu coração parou de vez,me veio a cabeça todo o tempo que perdi até procurá-lo novamente,procrastinando porém não enganando o meu coração,naquele momento,só me via uma frase na cabeça,então formulei-a e disse : “Paris,Je t’aime”