sexta-feira, 30 de abril de 2010

Minha ausência


Por mais realizada que eu seja, sinto que ainda falta algo, algo não, alguém. Já que não existe a perfeição, que levemos pelo menos uma esperança e desejo de alcançá-la,por mais que demore.Sei que está aqui, mas não consigo reconhecê-la. Pois levemos em consideração que tudo que vem fácil vai fácil, e tudo que é nosso nunca se vai para sempre, ou melhor ainda, que o essencial é invisível aos olhos, conseguiremos perceber que não existe vida sem o amor, pois é ele que move montanhas, supera barreiras, faz-se da parceria, confiança e a cima de tudo, da felicidade.
"Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim." Carlos Drummond de Andrade

Boca do Inferno


Estou em um daqueles dias em que tudo que sai de minha boca me condena, humilha e difama. Não sei por que, simplesmente tudo que falo na maior e mais pura intenção acaba se contorcendo a algo tão maior e pesado que seja a ser vulgar, clichê. Procuro com palavras, me expressar, mas realmente não consigo. Palavras até saem de mim, mas é difícil atribuir e ligar seus significados para formar uma frase feita, parece que estou regredindo, conforme vou amadurecendo, vou esquecendo das coisas mais básicas e simples, que alguém já pode aprender. Sem exercitar, esses conceitos então tornam se meras lembranças de um passado bom, prestigiado com o dom do meu saber, esforço e racionalismo. Minhas criticas então se tornam bobagens, oriundas de uma boca jovial, que carrega consigo o peso de uma infância perdida, adolescência duvidosa e futuro inalcançável... Mas isso é o que eles acham. Questiono-me e decepciono a mim, com perguntas que antes achava que sabia a resposta, rotinas que antes não me pareciam tão martirizadoras, nem incomuns. Apos persistir em melhorar a gesticula, agoniar-me em saber todas as respostas, resolvo me calar, de vez, e de contrapartida agir, para que no dia seguinte, minhas perguntas se tornem respostas, e as respostas se tornem aprendizado, daquilo que um dia já foi impossível, questionável, duvidoso. Para que amanha eu amanheça feliz.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Meet me halfway


Tenho a vaga impressão de que isso já aconteceu comigo, mas não importa. O que importa é que hoje senti sua falta, mais do que nos outros dias. Sabe quando se espera tanto uma coisa, que a cada sinal de esperança, de reciprocidade, é significativo? Então, é assim que estou. Ando pensando muito em você, muito mais que antes, talvez seja porque desta vez seja possível, e antes provavelmente não fosse. Isso ainda é questionável, a única certeza que tenho é de que é você que eu quero, e pra sempre vai ser assim. É inevitável, você me completa, de um jeito, a ponto de me fazer esquecer estilo, aparência, e outros critérios que obedeço, mas que você consegue ultrapassar. Quando te vejo sinto coisas que não consigo explicar, você tem um perfume que nem na mais bela flor do jardim se encontra, seu sorriso é meu porto seguro, seu olhar é meu abrigo, meu vício, minha fraqueza. Até aí tudo parece perfeito, porém ainda falta o essencial, será que você também sente o mesmo? E se sente, porque não para de nos machucar e toma logo uma iniciativa? Será que você também tem medo que um simples não acabe com nossa forte amizade?Tomara que nem tudo esteja perdido.
Pensando em você, vivo em uma montanha russa de emoções, com alucinantes aventuras e constantes picos de polaridades, considerando que seria muito mais fácil se você de imediato se entregasse a mim. E hoje, ao chegar à sala, sentar-me e não ver-te ao meu lado, me desapontou, e preocupou. Embora estivesse ali, minha alma estava com você, por você, a você... Literalmente sua. Ao chegar, não sabes a alegria que despertou dentro de mim e o encanto em meu coração, que juntamente a meus olhos só você conseguiam ver. Tudo me parecia em perfeito equilíbrio, você e eu, como normalmente, conversando e trocando olhares, nada me parecia melhor. Geralmente não me apego rápido as pessoas, mas você já é um amor antigo, que pro meu bem, reavivei em mim. Só basta saber se me queres também, se o jogo que fazes muito bem, tem alguma finalidade alem, daquela que antes houvera entre nós.
Tentando-me com toda sua conquista e carinho, fez-me de apaixonada, mais que isso, fez-se da flagrância que encanta meu coração. Sinto que algo nos empede, mas o que são barreiras comparadas a tormenta de um amor não correscondido? Então se isso for sério, meu amor pare, pois não precisamos demorar, aquilo que demais já se estendeu, sou completamente sua, e tudo que desejo é que seja completamente meu.

“Encontre-me no caminho,
Bem no limite
Lá é aonde eu vou estar esperando, por você
Eu estarei procurando, noite e dia
Você levou meu coração ao limite, e é lá onde eu ficarei
Eu não posso ir mais longe que isso
Quero-te tanto, é o meu maior desejo”

terça-feira, 27 de abril de 2010

Lua Nova?


Certo dia, parei para observar a lua, que assim como meu coração, estava renovada, reluzente, e assim como eu, além das nuvens. Por mim, passaria o dia todo admirando-a, ao invés de por poucos minutos invejá-la quando o crepúsculo a toca e abrange o céu. Por mais que tenha sido por pouco tempo, a alegria de ser tocada por seu amado a consumiu, e a ele também, formando o anoitecer. E toda noite, os dois se encontram, às vezes na mesma hora, outras uma hora mais tarde, ou uma mais cedo. Mas nunca deixam de fazê-lo. Por isso, a lua sempre reluz, todos os dias, assim como eu hoje. Mas a única diferença é que o crepúsculo a ela não magoa, diferentemente de mim e do meu amado. Percebi que havia algo diferente, não comigo, pois sempre brilhava, mas com ele. Foi aí então que decidi brilhar em outro céu, outro extremo, para dele bem longe ficar. Brilhei por um tempo, mas creio que não me acostumei com o fuso horário. Voltei para casa, de onde nunca deveria ter saído. Arrasada, andava taciturna pelos cantos, quase não brilhava mais, havia abandonado meu crepúsculo e perdido meu eclipse. Até que me veio uma voz interior dizendo que tudo estava errado, e eu estava acabando com a sintonia da natureza. E eu, inconformada com esta situação, resolvi saber o porquê de tudo sempre dar tão errado comigo. Um feixe de luz veio a mim e me mostrou o que eu impulsiva não podia ver, os crepúsculos são os instantes em que o céu próximo ao horizonte no poente ou nascente, toma uma cor gradiente, entre o clarear do dia e o breu da noite. Normalmente acontecem no instante em que o Sol, ao nascer ou se pôr, encontra-se logo abaixo da linha do horizonte. Então, descobri o que eu era, e assim como tudo ao meu redor, achei minha sintonia, eu era um sol, a maior e mais brilhante estrela de todas, rara, e única, para a minha galáxia, meu orbital. Já até sabia quem era. Dentre várias dificuldades que passei só me restava apenas uma, conquistá-lo. Creio que estou no caminho certo, todavia, se não der certo, o que farei?Ou melhor, o que serei?


Serei eu uma lua nova?

Migalhas



Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher



Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afeto esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas
Migalhas

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Sinto muito mas não vou medir palavras
Sinto muito...

Composição: Erasmo Carlos

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Green light


Só o que eu precisava era de um sinal verde, que me permitisse passar, e ultrapassar, as barreiras, que antes por nós permaneceram intactas, mas isso não aconteceu. Foi uma época da minha vida da qual não gosto de lembrar, pensava sozinha aonde poderia estar, e se comigo gostaria de ficar, se me desejava a ponto de cometer as maiores loucuras, que no amor se tornavam lucidez. Só que meu amor, perdi tempo de mais, e você contentou-se com meus medíocres "tanto faz", que usava frequentemente, quando por você era encurralada. Mas pensava que não era nada de mais, que você apenas comigo brincava, ou simplesmente não ligava, pro que ali havia despertado em mim.
E o tempo nos alcançou, e o acaso veio a me contrariar. Você um novo amor encontrou, e percebi que já não era o bastante. Então pus-me a chorar,e as lagrimas ao meu rosto a escorrer,o tempo passava devagar quando você falava dela,e um vazio em meu coração deixava,quando a chamava de linda e dizia que a amava.Como você não pode ver?Ver o que estava invisível ao olhar, mas perceptível pelo coração. Como você pode me magoar? Mesmo que sem intenção, logo a mim, que sempre lhe estendi a mão.
Creio eu que te desejei de mais, mas não me arrependo disso. Meu único erro foi demonstrá-lo demais, e me sufocar com palavras, que seriam recompensadas com a dádiva de seu beijo. Até que eu também segui minha vida, encontrei alguém,por ele me apaixonei e nele me abriguei,e curei todas as mágoas que você um dia havia deixado em mim.Achava que eu podia me enganar,nem que fosse só por um tempo,ao pensar que ele podia te substituir.Mas o seu jeito se me conquistar a cada briga,o jeito que seus olhos brilham ao encontrar os meus,seu jeito de falar,seu sorriso,você...a cada dia mais me deixaram claro,o que eu estava escondendo esse tempo todo e que ainda não queria admitir.
Até o dia em que sonhei demais com meu amor,e caí das nuvens,foi aí que pude sentir a dor ao me deparar com o chão,que não era nada comparada a dor que estava em meu coração,que durante muito tempo machucado e enganado,procurava um dono.E a partir deste dia,voltei para você amor,almejei ainda mais voltar para seus braços,de onde nunca deveria ter saído ou negado.Porém,parecia que algo ainda nos impedia,e de fato acontecera.Você ainda gostava dela,e de tão iludido que estava,não podia ver que não era recíproco,foi o que mais me magoou.Não dá para descrever com palavras,o que senti naquele tempo,sentia um vazio,e mágoa por você a desejar e ao mesmo tempo que tentava o consolar por ela a você não amar.
Sinceramente, hoje não sei como estamos só sei que lá vamos nós de novo, completar o ciclo de desilusões e insistências, naquilo que não nos é melhor. Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa e descobrimos que grandes eram nossos sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais, mas eu acredito que, dessa vez, achei alguém a minha altura.

“Morrendo pra te encontrar,
Então vamos ficar à toa
Tenho uma obsessão
De sermos você e eu
Venha um pouco mais perto
Só preciso de permissão por isso...

Mas eu tenho a sensação
de que estou ganhando essa corrida
Baby, eu estou ficando mais perto.
Eu só preciso de permissão por isso

Dê-me o sinal verde
Por apenas uma noite"

Lucky ?


sorte de te amar?
sorte de ter passado por tudo que passei?
sinto algo estranho no ar,
e tudo sei que nada sei,

Como pode ser,gostar de alguem
E esse alguem não ser seu?
E nostalgia sentir também,
Quando ele for,e só me deixar o breu.

Tão bom é morrer de amor
Mas continuar vivendo
O mal é sentir essa dor

Que por voce estou sofrendo
E que num mesmo ser,Vivamos juntos agora
Para que possamos ser felizes,outrora.

Quem quer ser um milionário?

Pergunta tentadora, porém enganosa, que quando dita desperta o desejo dos ambiciosos e esperança na vida dos que muito não possuem. Mas afinal, o que é ser um milionário?Pois se eu dissesse a vocês que eu sou uma milionária, como reagiriam? Certamente muitos oportunistas tentariam se aproximar, ganhar confiança, obter vantagens. Mas é aí que se enganam, ser milionário não é apenas uma questão monetária. Embora milionário signifique ter ao menos a quantia de R$ 1 milhão em investimentos de capital, é ser rico em felicidade, de âmbito social, ter pessoas confiáveis com quem sabe que pode contar e investir na amizade, é ter outra voz que conselho murmura que sabe da dor, a razão de repente, do porque minhas angústias chegaram, e se foram outrora em meu peito.

“Isso sim que é riqueza,
Ver a vida com toda sua beleza,
Admirar a natureza,
E o resto é fruto da proeza,
A de se esperar que a amizade amadureca,
Apesar de que algum mal aconteça,
Permaneceremos na pureza, e que da clareza, rejuvenesça,
É bom que você não se esqueça que a vida é o maior bem.” (Fernanda Brumana)

Texto inspirado no filme "Quem quer ser um milionário?", que reflete sobre a inutilidade dos bens materiais ou acesso aos meios de comunicação, que não são essenciais para atingirmos o conhecimento. Ao mesmo tempo em que representa o dinheiro apenas como um auxílio, mostra o sofrimento na vida do rapaz, perante da sociedade preconceituosa, que se adere ao dilema: você é o que você tem!

domingo, 25 de abril de 2010

Minha Utopia








Me encontra



Encontrei o dono do meu coração, em uma época da qual não gosto de me lembrar.

Era tão boba,que nem parecia capaz de me apaixonar,

E então... Apareceu você, para me conquistar.

Só que eu não parecia muito me importar

Pois sabia que ali você iria sempre estar

Daí então, o acaso veio a me enganar.

E nós dois, a nos afastar.

Depois de um tempo, voltamos a nos falar.

Porém VOCÊ não parecia mais se importar

Não ligava se me fizera chorar

E apenas um ombro amigo estava disposto a me dar

Continuamos na mesma e não vamos parar

Até você me amar, e as outras deixar.

Queria com palavras poder demonstrar

Tudo aquilo, que ainda podemos compartilhar.

Para isso,não precisa mais se martirizar.

No fundo,sei que é comigo que deseja estar.

E digo mais : há um ano,você é meu ar.



então: "me encontra...ou deixa eu te encontrar,
Eu não conheço todas as flores
Mas vou mandar todas que eu puder
Vivemos tempos de loucos amores
Só é feliz quem sabe o que quer" (Charlie Brown Jr.)

Meu Taj mahal













Te faria mil juras de amor
Se soubesse quem és
Provaria de todo o teu calor
Esqueceria de teu viés.

Pois meu bem,te quero
Só haja na pureza
E então meu amor,te espero
E lhe mostrarei com clareza,o que tens como beleza.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

Sei que fiz tudo que pude
Para que não fostes tão de repente
Ao meu taj mahal,que se cuide...

Paris,Je t'aime


Ah,paris...minha doce paris,quem diria eu um dia pensar em ir,quanto mais fazê-lo.Pois bem,foi em paris que conheci,aquelas belas ruas,que de tão belas me encantavam,aquela cafeteria,aquele parisiense,aqueles doces,todavia não tão doces quanto o meu amor,meu amor parisiense,aquela incomparável torre,que abrigava mil histórias e esbanjava classe,beleza e aconchego,torre esta,que lá de cima era capaz de ver o meu amor,e como era belo.Quem dera eu poder voltar àquele momento,só para sentir tudo que senti,ver tudo que vi,e viver tudo que vivi.Fiquei encantada,admito.Um belo parisiense me para em uma cafeteria e me pergunta as horas,enquanto eu,ainda atordoada com seu dizer e sua aparência,o observava,inerte.Sem nem saber falar francês,nem mesmo tentar,me veio uma voz,que vinha de meu coração,que mal cabia em meu peito de tão grande e inquieto que estava,essa voz me disse o que dizer,como agir,mas não me disse para parar de sentir,o que ali o parisiense havia despertado em mim.Foram dias realmente ótimos,conheci toda a paris,mais do que esperava e menos do que almejava,cada vez o desejava mais,e sentia que menos o tinha.Até que percebi,que o que sentia era amor,e percebi com o tempo que era recíproco.Já não era mais uma menina buscando alguém que me desejasse e fosse desejável,havia me tornado uma mulher,que buscava alguém que me compreendesse,me mostrasse do que o amor é capaz,quebrasse as barreiras de tempo,idade,região...e foi o que no Parisiense achei.E os dias foram se passando,e a nostalgia nos abrangendo,e cada vez mais,a certeza de um adeus implícita em meu olhar.Sabíamos que isso ia acontecer,e então,na véspera,fomos àquela mesma cafeteria, depois ele me levou até aquela tentadora torre,não mais tentadora do que o silencio de seu olhar,e lá,vimos fotos,relembramos tempos,e fizemos promessas de amor.Passamos aquela noite juntos,assim como a maioria das outras,na esperança de fugirmos do sofrimento de um adeus.Até que chegou o tão e não desejado dia,no qual,dele tive que me separar,com um aperto no peito,mágoas e mais mágoas,antes d’eu entrar no táxi,ele me puxou e disse : “Ne me quitte pás,moi je t'offrirai,des perles et dês,pluie...Venues de pays,où il ne pleut pás,je creuserai la terre,jusqu'après ma mort,pour couvrir ton corps,d'or et de lumière,je ferai un domaine,où notre amour sera roi,où tu seras reine.” E naquele momento,larguei tudo,e o abraçei,abreçei tao forte que pude sentir seus ossos se contraindo e seu coração batendo acelerado,e com um unico beijo e lembranças de um passdo bom,nos separamos,finalmente.Vieram tempos horríveis depois desta viagem,a saudade batia mais forte do que meu coração,não tão esperançoso de achar outro alguém igual a Pierre.Passaram-se 12 anos,e foi quando eu decidi:"vou voltar para o meu amor".Estava insegura,pois nao sabia se ele tambem sintira o mesmo por esses anos todos.Enfim,lá estava eu,de repente,não mais que de repente,na bela paris,sentada em um banco da Place des Vosges,avistando o meu amor,parecia realizado,bem sucedido com suas fotografias,e conquistador como sempre,porem,há um referencial a mais,um objeto estranho,redondo e dourado,posto em seu dedo,que rompeu meu coração.Casado?ele me jurou amor eterno! -pensava eu,inconformada.-











Até que enxuguei as lágrimas,ergui a cabeça e fui falar com ele,pasmo de espanto e um suave sorriso de alegria,me beijou,um beijo desesperado,que por mais perfeito que havia sido,não chegou nem perto de recompensar o tempo que nos afastamos.Mas isso não vinha muito ao caso,o que eu o perguntava era “cadê a outra?” e ele dizia “outra?que outra?”,a jóia que envolve seu dedo e pelo visto,seu coração– disse eu,confusa.- Percebi seu olhar de tranqüilidade e pensei “como pude ser tão idiota?ele não me amava,nem perto me esperaria” e ele respondeu à minha pergunta dizendo: “a única jóia que envolveu meu coração foi voce, e esta que envolve meu dedo é apenas uma forma de representar como esteve e está meu coração há 12 anos e meio,esse anel não é nada,comparado a alegria que podemos proporcionar um ao outro depois de uma única resposta” eu,fingindo-me de difícil disse: “que resposta?Duvida de minhas afirmações?”e ele perguntou,sorridente: “casa-se comigo?” foi aí,neste momento,que meu coração parou de vez,me veio a cabeça todo o tempo que perdi até procurá-lo novamente,procrastinando porém não enganando o meu coração,naquele momento,só me via uma frase na cabeça,então formulei-a e disse : “Paris,Je t’aime”

Adeus...


















Adeus, palavra tão corriqueira
Que diz-se a semana inteira
A alguém que se conhece
Adeus, logo mais eu telefono
Eu agora estou com sono
Vou dormir pois amanhece

Adeus, uma amiga diz à outra
Vou trocar a minha roupa
Logo mais eu vou voltar
Mas quando este adeus tem outro gosto
Que só nos causa desgosto
Este adeus você não dá



Composição: Maysa

O saber em chamas


Um dos maiores marcos da sociedade humana é a opressão devido à divergencia de opiniões entre grupos etnicos,tal fato é representado na foto ao lado do monge budista Thich Quang Duc.O mesmo,nascido em 1897,no Vietnã.
A foto é classica pois evidencia a coragem e equilíbrio do monge ao atear fogo em si mesmo,como uma forma de rebelião e injúria perante a repressão do governo vietnamita em relação a ideologia e prática budista.De contrapartida,a imagem ilusta a perplexidade da população não-budista,ao ver a situação em que se apresenta o monge e sua reação indiferente da situação na qual se depara,inerte,e aparentemente sem dor.
A foto é tirada em uma rua movimentada de Saigon,onde não se pode determinar a hora,nem características do clima(consequencias do efeito preto e branco da foto).Uma rua comercial,onde a população,em parte, saí as ruas e permatece ali,intacta e chocada com o que acontece.A outra parcela dos que assistiram ao vivo o marco,representada por monges,apoia e aceita como uma forma de libertação e expressão.
A conclusão geral que se pode ser tirada é de que a foto é uma metáfora que representa a visão do monge budista,que se localiza no centro da foto,em chamas.A metáfora se dá pelo motivo da revolta de Thich,a opressão e descaso do governo em relação ao budismo.A foto mostra o ideal do monge,pondo-o como centro das atenções e a sociedade que o critíca e exclui,para apreciar e entender seu modo de vida,nem que seja só por alguns minutos.

sábado, 24 de abril de 2010

Alguém...ninguém, também?

















Certo dia acordei com um desejo,que mais parecia necessidade.Na segurança do meu quarto,no cafofo da minha cama,pensava eu,inconformada: cadê o alguém que me completa?-suspirava,esperançosa com sua chegada.-Resolvi entao ir à procura,me arriscar,sair de minha segurança,abandonando minha ingenuidade,rompendo a proteção de meus laços maternos,pus-me as ruas,e fui à procura.No caminho para a minha maturidade e independencia,tropeçei...e como tropeçei.Quando finalmente,achei alguem;alguém...meu bem,tão bem,quem tem?!Foi a melhor época da minha vida,creio eu.Repleta de alegrias,carinhos,desabafos,dizeres e bem dizeres,provas de amor...amor tão puro que via-se cristalizar com os feixes de luz,ao amanhecer.Toda via,ao aproximar-se a alvoráda,era invisível aos olhos,mas combustível de meu coração.Até um dia,quando outros dias haviam se passado,semanas se prolongado,e meses nos ultrapassado.Foi neste dia,que percebi,o que antes nao podia ver,o invisível aos olhos era somente combustível de meu coração,pois antes não havia vestígios de seus erros,duvidas,covardias.E então..."De repente do riso fez-se o pranto,silencioso e branco como a bruma,e das bocas unidas fez-se a espuma,de repente não mais que de repente,fez-se de triste o que se fez amante,de sozinho o que se fez contente"(Vinicius de Moraes)
E minha história continua...