sexta-feira, 30 de abril de 2010

Boca do Inferno


Estou em um daqueles dias em que tudo que sai de minha boca me condena, humilha e difama. Não sei por que, simplesmente tudo que falo na maior e mais pura intenção acaba se contorcendo a algo tão maior e pesado que seja a ser vulgar, clichê. Procuro com palavras, me expressar, mas realmente não consigo. Palavras até saem de mim, mas é difícil atribuir e ligar seus significados para formar uma frase feita, parece que estou regredindo, conforme vou amadurecendo, vou esquecendo das coisas mais básicas e simples, que alguém já pode aprender. Sem exercitar, esses conceitos então tornam se meras lembranças de um passado bom, prestigiado com o dom do meu saber, esforço e racionalismo. Minhas criticas então se tornam bobagens, oriundas de uma boca jovial, que carrega consigo o peso de uma infância perdida, adolescência duvidosa e futuro inalcançável... Mas isso é o que eles acham. Questiono-me e decepciono a mim, com perguntas que antes achava que sabia a resposta, rotinas que antes não me pareciam tão martirizadoras, nem incomuns. Apos persistir em melhorar a gesticula, agoniar-me em saber todas as respostas, resolvo me calar, de vez, e de contrapartida agir, para que no dia seguinte, minhas perguntas se tornem respostas, e as respostas se tornem aprendizado, daquilo que um dia já foi impossível, questionável, duvidoso. Para que amanha eu amanheça feliz.

Nenhum comentário: