
Em uma noite agitada e nem um pouco sóbria me perdi em meio à multidão. Musica envolvente, olhar penetrante, são as ultimas coisas de que me lembro. Acordo na certeza de uma noite bem dormida e de sonhos enquanto acordada, sinto-me espaçosa, pois parece que minha cama não mais me acomoda. Viro, e capto uma imagem dilatada ao meu lado, algo que se assemelhe a uma pessoa talvez, não sei dizer. Viro-me por completo e deparo-me com um belo homem branco, cabelos castanhos, aparentando ter uns 1m80cm de altura, com o perfume que contamina minhas narinas e se prolifera por toda minha casa, ele acorda, sorrindo para mim e abrindo aqueles belos olhos verde-azulados.
-que passa? – disse ele tranqüilo e observando minha expressão assustada.
Quando ouvi aquela voz recordei-me do que havia acontecido na noite passada, meu primeiro grande porre.

To be continued...
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São umas oito da noite de uma sexta feira, quando o telefone toca, é mariana, e como sempre, trazendo propostas tentadoras. Fala de uma pseudofesta da qual não me importo aonde nem de quem é, mas sua empolgação chama-me para a mesma.
-Pois bem, convenceste-me. – disse eu, animada.
No carro, sinto uma náusea que mais parece-me angustia. Encontro-me tensa, nervosa, inquieta.
-Chegamos enfim. – diz mariana. E ao fazê-lo, solta um breve suspiro acompanhado de um singelo sorriso, como se estivesse conquistando algo. Então percebo que não será mais apenas uma festa, ora, porque ela estaria tão agitada? Temos 19, o que mais ainda não conhecemos? A duvida me coroe até eu me dar conta de que estamos prestes a entrar.
O lugar é badalado, tão cheio que mal podemos andar. Na primeira oportunidade que tivermos iremos sentar, e sondar o lugar como toda mulher faria. Avisto um sofá, comemoro, e logo puxo mariana para perto de mim. Conseguimos, estamos sentadas e finalmente tranqüilas. Parece que o mundo inteiro parou a nossa volta, o som, as pessoas, as vibrações, e junto com eles, o que podemos chamar de momento. Quando de repente, quebrando o silencio da musica que parara, quebrando o vazio que a imobilidade das pessoas deixara, chegam eles.
Dois homens fortes, bonitos e carismáticos, mas isso não é tudo, elegantes, simpáticos e com estilo de sobra, bem vestidos cheirosos e mais, vindo em nossa direção. Parece um sonho, começamos a conversar e sinto-me mais a vontade do que com muita gente que tenho alguma intimidade.
Até tocar aquela musica que incendeia minha alma, e põe-me a dançar. Sem eu sequer comentar nada, com entusiasmo eles nos puxam até o bar. Começo a beber, dançar e rir, até que quando percebo, não estou mais em mim. Não sei nem onde estou, porém só sei que estou com ele, e então, nada mais importa, estou encantada, envolvida, fora de mim.
Ao dar quatro da manha de sábado, estamos saindo de lá, daqui, ou de onde quer que estejamos. Pegamos o carro e estamos a caminho da lapa, no carro, sinto-me em casa, aconchegada por um forte braço e acalmada por um suave toque. Distraída pela conversa agradável, mal percebo que estamos a duas ruas do local desejado.
Quando finalmente chegamos, encontramos uns conhecidos, nos sentamos e começamos a pedir bebida e mais bebida, um trago após o outro, entre uma loucura e outra me ponho a pensar no quão ousada estou sendo esta noite, o que me alivia é saber que estou mudando de idéia, mas nunca de princípios. Horas e mais horas gastas e enfim... A conta.
Mas minha aventura ainda não acabou. Quase seis da manha, vamos para o posto 12, no Leblon, ver o nascer do sol. Com uma garrafa de champagne francês e algumas caixas de bombom Ferrero Rocher. Agora são pouco mais de sete da manha, e estou na esquina de casa, “como o tempo passa rápido” - penso eu. Sorte a minha que tenho meu próprio apartamento, minha própria liberdade, e agora, meu próprio dia um pouco turbulento, aquele que servirá como historia para meus filhos, netos e bisnetos, aquele que tornará da minha vida futuramente prazerosa e recompensada.
Tomo um banho gelado, acompanhada de uma companhia bem quente. Ponho uma de suas camisas largas, direciono-me a cama.
{...} Pois bem caro leitor, agora você deve estar se perguntando “e depois?”, bom... Depois Acordo na certeza de uma noite bem dormida e de sonhos enquanto acordada, sinto-me espaçosa, pois parece que minha cama não mais me acomoda. Viro, e capto uma imagem dilatada ao meu lado, algo que se assemelhe a uma pessoa talvez, não sei dizer. Viro-me por completo e deparo-me com um belo homem branco, cabelos castanhos, aparentando ter uns 1m80cm de altura, com o perfume que contamina minhas narinas e se prolifera por toda minha casa, ele acorda, sorrindo para mim e abrindo aqueles belos olhos verde-azulados.
-que passa? – disse ele tranqüilo e observando minha expressão assustada.
Quando ouvi aquela voz recordei-me do que havia acontecido na noite passada, meu primeiro grande porre.
3 comentários:
Boa narrativa , muito bem escrito , talent detected
caramba, muito envolvente ! adorei geeeral
voce é linda e esqueve muito bem. muito sexy o texto
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